Nem menina, nem mulher. Alguns falam que sou fada, outras um mero ser. Dizem que sou fera, ou ferida. “Decidida, sabe o que quer” – uns afirmam daqui, “covarde e impulsiva” – outros confirmam colá.
Sou o vento e a ventania, sou lagrima e o riso, sou artista de circo, repentista do sertao. Sou a incognita indecifravel, assim como vc, meu caro leitor, eh um variavel de uma equacao matematica. Para uns sou Kelly, para outros Stein. Cidada brasileria, sexo feminino.
Mas a pergunta eh insistente. Quem eh vc? Quem sou eu?? Isso depende de quem voce é...
Se és microbio ... Kelly Cross, pastel!
Se és sargento ... Meu nome eh Ninguem Sabe (assim como Odisseu jah fizera)
Se és amigo ... Kelly Kelly
Se és repentista ... galega, a seu dispô sinhô
Se és crianca ... oiiieeeeeee ^^
Se és fera ... tambem mordo
Se és jornalista ... Kelly Stein
Se és meu amor ... Ne me quitte pas
E assim vai. Esta lista caminha em busca do horizonte. E uma lista extensa uma vez que cada rosto, cada sorriso, cada escarrada tem seu peso em minha memoria. Cada um é publico, ator coadjuvante e principal na minha odisseia.
Nao tenho verdades absolutas, porem aspiracoes. As certezas de hoje sao duvidas do amanha. As convicçoes e ideias que guiam meus passos de criança se adaptou-se a realidade que anos impuseram, mas continuam fortes e sustentados pela esperanca.
Mesmo com tudo isso, nao posso negar que sou aprendiz do mundo. Jornalista por impulso, menina (pois ainda me permito). Descobridora do que é novo e do que é velho. O futuro é um mar de possibilidades; e o passado, um bom professor. Sou menina, sou mulher, a fera ferida que a fada conforta. Sou microbia com aspiracoes a fotografa. Sou sargento e crianca ao mesmo tempo. Tudo isso em apenas um acorde. Enfim, apaixonada pela vida.
