Lundi 28 janvier 2008 1 28 01 2008 16:23
Estou de volta pro meu aconchego

Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim

De Volta Pro Aconchego

Composição: Dominguinhos - Nando Cordel

 

Par Kelly Stein
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Mardi 15 janvier 2008 2 15 01 2008 21:55

“E quando vc tem todas as respostas, a vida apresenta-lhe novas perguntas”. Ateh quando jargoes e ditados populares falam verdades e ateh quando sao apenas sabedoria barata de botequim?  

Com os anos se apresentando demasiadamente complicados, resdescubro os sentidos dos ditados populares. Quando tinha 10 anos sempre escutava “tudo tem seu tempo certo”, detestava a sentenca, mas agora me redimo diante de sua verdade que se explica somente agora. A famosa frase do meu pai eh outro exemplo: “Eh dificil, mas nao impossivel”. A escutei tantas e tantas vezes sentada na mesa em nossas “pequenas reunioes de familia” (apenas eu, meu pai e minha mae). Realmente pai, eh muito dificil… mas nunca impossivel… concordo. 

Os tais ditados e pensamentos populares estao ali sempre vigiando sua dor ou sua alegria. Sao meios adotados por uma nacao e eh comum em todos os tipos de culturas e sociedades pelo mundo afora. Mas ateh quando sao efetivos? Ateh onde se eh verdade de que em casa de ferreiro, hah apenas espeto de pau? Serah mesmo que filho de peixe, peixinho eh? Minha adolescencia se trancorreu lutando contra o senso comum, mas agora, observando a vida sob os diversos angulos da vida, sem barreiras e distorcoes, pondero na possibilidade de ao menos reavaliar meus conceitos e preconceitos. Entrego-me ao senso comum e tento aprender com ele. 

Critico involuntariamente o que era tao fervorosamente julgado pelos meus antepassados. Retrocesso? Bem, acredito que Elis Regina, icone da musica brasileira do PASSADO estava certa: “Minha dor eh perceber que apesar de ter feito tudo que fizemos ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais”.

Par Kelly Stein - Publié dans : Meus devaneios
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Mardi 25 décembre 2007 2 25 12 2007 23:36

No meio do nada. Foi lah. Um vista de tirar folego. Montanhas se mostravam oponentes e lembravam os homens que ali passavam de sua insignificancia. Um rio que ali passa mudara a cor da paisagem. Agora as montanhas de cor cinza – feitas calcario – tinham aos seus pehs aguas calmas, mas negras. Habitantes do local (sobreviventes deste cenario) sussuram contos sobre o rio e a montanha. A historia mais pitoresco eh de que os dois, certa vez, eram amantes. E, como toda a lei do amor, existe o vencido e o vencedor.

Ela tinha cabelos negros, ele um ego grande. Ela gostava de rir, ele de se impor. Ela tinha longos cabelos negros e sempre os mantinha ao vento – soltos como seu espirito. Ele tambem gostava da cor negra que deslumbra, mas nao ao vento -  gostava de mante-los estaticos e previsiveis como a beleza de uma pintura.

E, um dia, nao se sabe como o amor que era quente e embriagante tornou-se em uma paisagem assim: fria e escura. Ele se entregou ao lhe era mais importante e se tornou pedra do tamanho de seu ego e ela...

...ela tambem se entregou ao que lhe mais importante: o amor; mas se tornou rio calmo, escuro  e triste do tamanho de sua solidao.


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Dimanche 23 décembre 2007 7 23 12 2007 22:44
Roses from my friends
by Ben Harper

I could have treated you better
But you couldn't have treated me worse
But it's he who laughs last
It is he who cries first

Sometimes I feel I know strangers
better than I know my friends
Why must a beginning
be the means to an end?

The stones from my enemies
these wounds will mend
But I cannot survive
the roses from my friends

When the last word has been spoken
and we've bleared witness to the final setting sun
All that shall remain is a token
of what we've said and done
When all we've had has been forsaken
And distant church bells no longer ring
That's the sound of a heart taken
and the story of tears from a king
The stones from my enemies
these wounds will mend
But I cannot survive
the roses from my friends
This may be the last time I see you
Forgive me for holding you close
This may be the last time I see you
So of this moment I will make the most
This may be the last time I see you
But if you keep me in your heart
together we shall be eternal
If you believe
we shall never part
The stones from my enemies
These wounds will mend
But I cannot survive

the roses from my friends

http://youtube.com/watch?v=dWXgx0GVUSE
Par Kelly Stein - Publié dans : Meus devaneios
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Samedi 24 novembre 2007 6 24 11 2007 15:32

Pensei e pensei como eu deveria comecar esta carta. Serah que um formal “Querida Evelim” seria oportuno? Naaaaooo... seria formal demais para uma amiga. “E ae figura?!! Como estah?” talvez este seria informal demais para o assunto que se decorrerah. Portanto, vou me segurar em um simples abre de carta... Decidi que comecarah com um simples e direto: “Evelim”.

 
Evelim,

Recordo-me claramente do dia em nos encotramos pela primeira vez. Vc vestia preto, maquiagem impecavel e um sorriso contagiante. Tinha salto alto. Em uma mao uma garrafa de vinho tinto, na outra, muita vontade de dancar. Perguntei a uma amiga quem era aquela que descia a rua com o mundo ganho soh no brilho do olhar. Ascendendo o cigarro, esta amiga respondeu com certo descaso: “Eh uma loca que adora baladas assim como a gente”.AAAhhhh como lembro daquela noite, lembro-me muito bem.

O que transeuntes de sua vida, colegas de bebedeira e amigos de trabalho ignoram eh que tudo nao passa de uma forma de sobrevivencia. Agora sim, mas somente agora, eu compreendo. Seu discurso de noites perfeitas mascaravam o vazio. Esta vontade de viver imortaliza o sonho que agora, mesmo nao estando morto, estah enterrado. Sinto em minhas veias a dor que se tem quando se tenta pedir socorro, mas nao hah ninguem para ouvir. Agora sei que quando nao hah mais palavras, ela se materializam em lagrimas. Sim, soh agora eu entendo.

Entendo que mesmo diante do cenario descrito perfeito, existe o direito nao gritar ESTAH TUDO ERRADO! Mas como deve saber melhor do que eu, ninguem estah ali para te escutar. 

Silencio, descaso, escuro, vazio. O olho no relogio te joga na cara a lentidao dos anos. Eh ainda o mesmo relogio que a remete ao passado, a sua patria, a sua historia e a faz se questionar: O que eu estou fazendo? Sim, este mesmo relogio te joga na razao e te estracalha com os fatos de um caminho sem volta. Eh o tic-tac dos ponteiros que te faz correr, mas agora, a direcao nao tem mais importancia. Vc jah foi vencida. 

Nao te escrevo para lhe relembrar de suas desgracas, de sua dor. Debruco-me, tristemente, sobre este teclado para te contar destas terras longicuas que vc nao eh a unica. Mesmo sabendo da sua historia, te ignorei e teimei em seguir o mesmo curso que vc tomara. Peco perdao em ter te julgado e nao ter me esforcado para entender sua dor. Agora, pago minha penitencia. Sigo a estrada que hah tanto tempo percorres.

Par Kelly Stein - Publié dans : Meus devaneios
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